JOÃO PAULO COSTA e ASSUNÇÃO ROSINHA

Ele é de Lisboa, ela de Penafiel e escolheram viver na montanha, há quase 30 anos. Assunção Rosinha e João Paulo Costa, ambos veterinários fixaram-se no planalto barrosão, por amor à profissão, aos animais e pela qualidade de vida.

Os filhos, João e Daniela, «são barrosões, nasceram aqui» comentam entre um sorriso e outro.

UM MODO DE VIDA QUE COMEÇOU HÁ 29 ANOS

Há 30 anos, em Barroso (Montalegre e Boticas) , o número de animais de produção era substancialmente maior que em 2019, e em contraponto, os serviços medico-veterinários não abundavam para tanta procura. E é neste âmbito que nasce a Clínica Tras-os-vet, tutelada por João Paulo e Assunção. Percorreram milhares de kilometros, enquanto prestavam serviços em Montalegre e Boticas, territórios que assim viam uma resposta rápida e eficaz, para os agricultores, produtores de gado. Assim foi, até a crise bater à porta da Cooperativa Agrícola de Montalegre.

TRÁS-OS VET - ÚNICA CLÍNICA PARA ANIMAIS, EM BARROSO

Se no início, a Clínica era vocacionada, essencialmente para os animais de produção, com o passar dos anos, o mercado foi-se alargando, e hoje em dia, os animais de companhia, constituem uma fatia interessante, nas ações médicas que esta valência prática.

A funcionar 365 dias por ano, 24 horas por dia, a única clínica veterinária no Barroso, tem no seu corpo clínico quatro veterinários capacitados com uma estrutura física interessantíssima, apoiada pelos fundos comunitários, onde contempla o hotel para animais de estimação, sala para cirurgias dotada de equipamento de anestesia volátil e de diversos meios de monitorização anestésica, equipamento de dentisteria, diversos meios complementares de diagnóstico, nomeadamente Raio X, ecografia, análises clínicas, microscopia, medidor de tensões arteriais e eletrocardiografia, para além de equipamentos para internamento e prestação de cuidados intensivos, entre outros.

João Paulo diz que sonha muito acordado, e que atualmente a sua felicidade é muita, ao ver concretizado um sonho que vem de há muito.

DO DESEMPREGO NASCE A FUMEINOR

Atualmente é uma das unidades de transformação de enchidos mais credível em Trás-os-Montes. Sediada em Boticas a Fumeinor, dá cartas no país, em locais de referência e tem um volume de faturação considerável além fronteiras.

Nem sempre foi assim. "Para nós foi um risco muito grande, abraçar este desafio, numa fase em que o desemprego, nos bateu à porta (a Assunção, fica sem emprego na Cooperativa de Montalegre)e foi necessário investir, e à parte disso houve um trabalho hercúleo, diga-se, em criar um segmento de mercado." Concordam ambos, com olhar cúmplice. "Aquela unidade teve que ser reenquadrada com as novas exigências. Se foi fácil? Não. De todo.» E aqui João Paulo reconhece à mulher Assunção, um empenho e luta, absolutamente extraordinário ao desempenhar várias funções, numa pessoa só. Um investimento que ultrapassou o meio milhão de euros., conseguiu triplicar em 10 anos a faturação. Para um futuro próximo têm ideias, que estão já a trabalhar nelas. «Vamos lançar novos produtos, com D. Fumeiro, a pensar em públicos diferenciados.»

Artigo publicado na revista REGIÃO - Montalegre.