HISTÓRIA

Trata-se de uma aldeia que se situa no sopé da Serra do Larouco e a uma altitude média de cerca dos 900 metros. A sua história é milenar!... Segundo alguns autores, por aqui cruzaram estradas romanas, passando pelo "opidum" romano, hoje relembrado pelo lugar de Castelo do Romão, um castro romano, onde aparece com alguma frequência, cerâmica com fortes sinais de romanização. Para além desta referência arqueológica, outra merece idêntico destaque. Falamos da "villa de Caladunum"!... São vários os textos que a ela se referem, informando ter existido no local, um edifício quadrangular abobadado em pedra, muita dela reutilizada na construção da actual igreja paroquial. Gralhas foi um Curato da Sé de Braga, tendo mais tarde passado a Vigararia, tendo-lhe sido concedido um foral em 20 de Setembro de 1310 pelo rei D. Dinis. Será pois pacifico concluir, que esta aldeia dentro do actual contexto e com a ressalva do Bairro das Cruzes (ou de São Sebastião), que é contemporâneo, já existia, quando do reconhecimento do Reino, em 1143.

GRALHAS, é hoje uma aldeia igual a tantas outras do interior. Embora com muito bons acessos, encontra-se marcada por uma forte depauperação económica e um quase abandono das suas actividades tradicionais de outrora, designadamente no que diz respeito à agricultura e à criação de gado, a que apenas vão resistindo alguns «teimosos». O aglomerado populacional está concentrado e organizado em diversos arruamentos e caracteriza-a ainda pelo imponente relevo que a envolve. A paisagem à sua volta, merece especial atenção, em particular os picos rochosos, como o Castelo do Romão, o Cabreiro, o Caldeirão, as Barreiras Brancas, o Corisco, e mais a sul a não menos importante Serra da Lagoa, hoje recheada de caminhos pedonais, que em conjunto formam autênticas barreiras naturais.

Artigo publicado na revista REGIÃO -  Montalegre.