UNIÃO DAS FREGUESIAS DE MONTALEGRE E PADROSO

Uma União das Freguesias que continua a cumprir o serviço de proximidade

A D. "Maria", nome fictício, deixou de ser vista há dois dias na rua. o alerta foi dado na sede da União das Freguesias de Montalegre e Padroso (UFMP).

E a partir daqui uma sucessão de contactos que se estenderam por várias entidades e cidadãos anónimos. Até que, hei-la, está de novo na rua, e nada de mais se terá passado.

Atualmente o papel desempenhado pela Junta de Freguesia, esta em particular, tem associado de forma subtil e continuada inúmeros serviços de proximidade, que se desdobram dia-após-dia, junto do cidadão, parte dele com idade avançada.

Noutros tempos, quando a agricultura e pecuária eram a principal fonte de subsistência dos aglomerados populacionais, o papel desta entidade pública versava outros moldes, com especial importância na preservação dos acessos aos terrenos agrícolas, em manter condigno o lavadouro das tripas, ou mesmo o poço público, onde as mulheres se juntavam para lavar as nódoas da roupa e tristezas da alma.

A portela, toda ela cheia de vida, gente e negócio, da loja do chaminé, à tasca do azeiteiro. Na vila, a tasca da Quina era ponto de encontro com as iscas de bacalhau, aos dias de feira, onde se brindava à confraternização e a amizade. Era um polvorinho de vida rural que exigia da Junta, uma prestação diferente e que se foi transformando, tal como a sociedade, com novas realidades e novas exigências.

No século XXI, para além dos caminhos agrícolas, que continuam a ser da tutela desta valência, há toda uma dinâmica que tem por base, as carências efetivas de uma comunidade que vê os anos a fugirem-lhe entre os dedos.

Parte dela, já passou os 65 anos de idade, e que com alguma dificuldade, aceita as evoluções tecnológicas, quando se pretende resolver questões como a fatura da água, da luz, do telefone, ou de âmbito social.

São alguns os pedidos de ajuda, que recebe, por parte de famílias que por questões várias se encontram a paredes meias com uma série de dificuldades. Competências, que na escrita, ultrapassam de longe os desígnios que no século passado a Junta exercia.

Hoje, Montalegre é o pólo central da atracão turística de quem vem a esta região. Com um Castelo que foi requalificado, o património histórico, paisagístico e ambiental, são os cartões de visita, para quem procura, por exemplo o ar puro da Corujeira ou o Avelar, a par de eventos que projetam Montalegre à escala nacional e Mundial, como serve de exemplo a Sexta 13 ou a Feira do Fumeiro.

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Artigo publicado na revista REGIÃO - Montalegre.